quarta-feira, 14 de março de 2012

sobre cavalos

Eita que o cansaço me fez largar tudo, me confundiu a escrita, embaçou a vista. Me fez apelar pruma taça de vinho no fim do dia, fumar um cigarro apoiada na janela e pensar em pequenices vindas das luzinhas urbanas lá atrás da ponte rio-niterói lá atrás da baía de guanabara lá atrás das árvores do aterro do flamengo lá atrás das longas pistas de asfalto bem na frente do jardim do meu prédio. Quando se está em processo, em construção, tudo é motivo da mais leve alegria e tudo mais ainda mais é motivo de pânico.
Três passos pra frente, um passo pra trás.
Limite, margem, atravessamento, ascensão e queda e ascensão e queda e ascensão e queda e ascensão.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

mutança

As baratas desse verão estão com outro formato, elas sofreram alguma espécie de mutação, tenho certeza. Estão adquirindo formas de bezouros escaravelhos, o corpo mais arredondado e as patas mais compridas.
Pouco menos de três semanas de trabalho e uma notável mutança nos corpos suados de nós, baratas.
Baratas são nojentas, repugnantes, imundas, asquerosas. São só baratas. Mutantes.

sábado, 14 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

futúrito pretérito infinitívito

Um dia eu vou saber tudo oque foi por mim vivido, como, quando, tudo oque foi por mim sentido.
Oque ficou de cada pedaço guardado, quais desejos nunca então realizados, que lugarezinhos do mundo me faltaram pisar.
Quem será que terá sido?
Isso tudo agora só porque já é bom olhar pra trás.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

É como mudar a posição das vírgulas quando a sentença já não pode ser mais corrigida. Como votar atrás, só que de mentira.
Oque é novo está identicamente modificado.

Tudo alagado em Minas Gerais e eu ali curtindo o mar em Ipanema.